O
cansaço apodera-se de mim,
e
o grito há muito contido
decide
não mais se libertar.
As
palavras estão gastas,
os
sentimentos confundidos.
As
viagens, outrora diferentes,
tornaram-se
desprovidas de novidade e espanto,
vestem-se
todos dias da mesma cor.
O
coração bate devagar,
garantindo-me
que continuo aqui.
O farol distância-se,
avisto-o
afastar-se
sem
a mínima vontade de lhe acenar.
As
palavras outrora preciosas
são promessas de dor e desilusão
também elas estão enfraquecidas e cansadas
de
alimentarem sonhos e esperanças.
Tornámo-nos
objectos vulgares,
esquecemos
valores, amores…
É
a era do vazio.

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